O difícil (e necessário) caminho da inovação

O avanço do HVAC-R nos últimos anos tem obrigado as indústrias do setor a, cada vez mais, investir em tecnologia, aprimorando suas soluções e processos de produção para facilitar a vida do usuário e poupar, ao máximo, os recursos do meio ambiente. Na área acadêmia, as pesquisas estão apontando, basicamente para três direções: uso da energia, a fim de melhorar a eficiência nos equipamentos e sistemas de condicionamento de ar, novos materiais sólidos e fluidos, compósitos, soluções adotadas na fabricação e outras que melhorem as dimensões e o peso dos equipamentos e otimizem os processos de manutenção; e o emprego da eletrônica nos equipamentos e nas instalações.

Este panorama é traçado pelo professor da USP Antonio Luís de Campos Mariani, que observa uma busca maior pelo edifício ideal ‘’Energy net zero’’ (balanço de energia zero), com aplicação de painéis fotovoltaicos, chillers que utilizam mancais magnéticos e meios de controle de vazão de ar interno e ar de renovação.

Sob o aspecto de materiais, ele destava o uso de nanofluidos com maior capacidade de transferência de calor e componentes que tenham melhor isolamento térmico e resistência ao crescimento microbiológico, além de soluções para impermeabilização capazes de evitar a retenção de umidade e facilitar a higienização.

Mariani identifica anda a tendência por módulos eletrônicos com múltiplas funções, realizando controle, medição e monitoramento das grandezas relevantes nos sistemas e equipamentos.

Nos últimos anos, a Heatcraft está investindo 15% do seu faturamento em inovações e no departamento de pesquisa e desenvolvimento. Para o gerente de exportação e coordenador de treinamentos da multinacional, Alexandre Andrade, a principal dificuldade encontrada para introduzir produtos inovadores no mercado é convencer os clientes a adquirirem um equipamento que, apesar de mais caro, garantirá o melhor custo-benefício nos médios e longos prazos.

‘’ Nosso mercado é muito exigente e está sempe em busca da melhor tecnologia com o menor custo, utilizando a tecnologia presente – muitas vezes ultrapassada – como comparativo de preços para a mudança. Nós investimos tempo, conhecimento e muito dinheiro nos estudos dedicados a mostrar as relações entre custo e os benefícios da diminuição do impacto ambiental’’, comenta Alexandre Andrade.

Fonte: Revista do Frio & Ar Condicionado – Edição Março/2014

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