O que esperar de 2015?

Os desafios a enfrentar não são poucos, em meio à crise institucional que envolve a maior companhia estatal brasileira e as muitas dúvidas remanescentes sobre os destinos políticos e econômicos do País neste novo ano.

Defende-se muito entre os analistas, por exemplo, a necessidade de o crescimento do PIB deixar a tímida média anual de 1,6%, acumulada no primeiro mandato do governo recém-reeleito, e voltar ao desejável patamar de no mínimo 3,5%.

Embora as grandes pendências nacionais tenham nítido caráter de urgência, a crença predominante entre as lideranças empresariais do HVAC-R é que teremos um 2015 marcado pelo início de uma mudança gradativa de rota, com o anúncio de medidas duras, porém com resultados efetivos apenas no ano seguinte.

Igualmente generalizada é a dúvida existente sobre a real autonomia da nova equipe econômica, composta por nomes respeitados aqui e lá fora, mas cujo bom desempenho certamente vai depender em muito da disposição da presidente em afrouxar seu notório estilo centralizador.

O certo, porém, é que pelo menos algumas tendências básicas precisam mudar o quanto antes, conforme defende Rogélio Medela, presidente do Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (SINDRATAR-SP).

“O governo Dilma, em seu primeiro mandato, deixou de apoiar a indústria nacional, que atualmente não tem como competir”, reclama o empresário, referindo-se a políticas como a abertura crescente ao comércio internacional.

o tantas as mudanças necessárias, que o presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) acredita que, apesar da reeleição de outubro último, o País praticamente terá um novo governo, pelo menos em tese.

“Dentro da nossa Associação e no HVAC-R como um todo, não se vê aquele pessimismo irresponsável, que estanca todos os negócios; muito menos otimismo delirante”, reconhece Wadi Tadeu Neaime, ressalvando o fato de o setor já ter superado momentos piores.

 

Fonte: Revista do Frio – Edição Janeiro 2015.